A Americanas registrou mais de 4 mil desligamentos durante o mês de abril, em meio ao processo de reestruturação iniciado após a crise contábil que levou a empresa à recuperação judicial. Segundo relatório divulgado pela companhia, foram 4.314 desligamentos no período, enquanto 726 novos funcionários foram contratados. Ao final do mês, a varejista contava com cerca de 22,8 mil empregados sob regime CLT.
O número chamou atenção por ocorrer enquanto a empresa continua reduzindo custos e ajustando sua operação. Nos últimos 12 meses, a rede também fechou 166 lojas, encerrando abril com 1.448 unidades em funcionamento em todo o país. Apesar do enxugamento da estrutura, as lojas físicas seguem sendo o principal canal de vendas da companhia.
Em nota, a Americanas afirmou que a maior parte dos desligamentos não representa uma demissão em massa. Segundo a empresa, aproximadamente 76% das saídas ocorreram devido ao encerramento de contratos temporários da Páscoa e de contratos de experiência. Os demais desligamentos fariam parte da rotatividade habitual do setor varejista.
A companhia segue executando medidas para fortalecer seu caixa, incluindo venda de ativos, centros de distribuição e outros bens. Em abril, a empresa registrou caixa de R$ 185,7 milhões e continua trabalhando para concluir o processo de recuperação financeira iniciado após a descoberta das inconsistências contábeis que desencadearam uma das maiores crises corporativas da história recente do Brasil.
Apesar dos cortes, a empresa informou que continua contratando para atender demandas específicas do negócio e afirma que as contratações temporárias continuam sendo uma prática comum nas datas sazonais mais importantes para o varejo brasileiro.







