Durante participação no Fórum Esfera Brasil, realizado neste sábado no Guarujá (SP), o líder do MBL e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, comentou a chamada “Operação Contenção”, realizada pelo governo do Rio de Janeiro no fim de 2025, que terminou com mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, sendo considerada a operação policial mais letal da história do país.
Ao falar sobre o tema, Renan afirmou que sente “alegria” ao ver criminosos mortos, argumentando que muitos dos envolvidos nas facções seriam responsáveis por assassinatos, tráfico, tortura e domínio armado de comunidades. A declaração gerou forte repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões entre apoiadores da linha dura na segurança pública e críticos da violência policial.
Apesar da fala contundente, o líder do MBL afirmou que operações policiais isoladas não resolvem o problema da criminalidade no longo prazo. Segundo ele, sem mudanças profundas nas leis penais e no sistema de execução penal, ações desse tipo acabam tendo efeito temporário, comparando o cenário atual ao fracasso das antigas UPPs no Rio de Janeiro.
Críticos acusaram Renan de banalizar mortes e incentivar um discurso violento, enquanto apoiadores disseram que ele apenas verbalizou o sentimento de parte da população cansada da expansão do crime organizado e da insegurança no país. A operação no Rio segue sendo alvo de debates sobre segurança pública, direitos humanos e combate às facções criminosas.







