O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o novo programa Desenrola 2.0 permitirá que trabalhadores utilizem parte do saldo do FGTS para quitar dívidas bancárias. Segundo ele, o dinheiro não passará pelas mãos do cidadão e será transferido diretamente do fundo para os bancos durante a renegociação.
A medida faz parte da nova etapa do programa do governo Lula voltado à renegociação de dívidas. A proposta prevê descontos de até 90% e parcelamentos com juros menores para pessoas inadimplentes.
De acordo com Alckmin, o objetivo é evitar que o dinheiro seja usado para outros fins. “Tudo tem controle. A pessoa vai poder utilizar até 20% do que tiver depositado em sua conta no FGTS, mas isso é para pagar dívida. Ela não coloca a mão no dinheiro. Ele sai do FGTS para o banco”, declarou.
A nova modalidade permitirá o uso de até 20% do saldo disponível no FGTS, limitado a R$ 1 mil por pessoa. O governo também informou que atuará como garantidor das operações por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
A medida gerou debate nas redes sociais e no meio político. Críticos afirmam que o programa beneficia principalmente os bancos, utilizando recursos do trabalhador para reduzir inadimplência do sistema financeiro. Já defensores argumentam que a iniciativa pode ajudar milhões de brasileiros a saírem das dívidas e recuperarem crédito no mercado.







