Depois de virar alvo de críticas por gastos milionários com hotéis de luxo em viagens internacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu mudar os planos de hospedagem durante sua passagem por Washington e optou por permanecer na residência oficial da embaixada brasileira, abrindo mão de um hotel da capital americana.
A decisão ocorre em meio ao clima de tensão diplomática envolvendo a prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a escolha foi interpretada nos bastidores como uma tentativa de evitar exposição política e constrangimentos em meio à forte repercussão internacional do caso Maduro.
Nos últimos anos, viagens internacionais do governo Lula foram marcadas por críticas relacionadas aos altos custos com hospedagens, comitivas e despesas no exterior. Em outras ocasiões, opositores acusaram o Palácio do Planalto de manter uma agenda internacional com gastos considerados excessivos.
Lula já havia criticado publicamente a captura de Maduro e afirmou que o líder venezuelano deveria ser julgado na própria Venezuela, e não em território americano.
A presença de Maduro sob custódia nos EUA aumentou a pressão sobre governos latino-americanos historicamente ligados ao chavismo. Analistas apontam que o episódio criou um novo desgaste diplomático para o Palácio do Planalto, principalmente pela antiga proximidade política entre Lula e o governo venezuelano.
Internautas e aliados petistas comentam que ‘Lula é sempre econômico, não gosta de luxo; isso é para economizar’.



