A situação do ex-presidente boliviano Evo Morales, em 6 de junho de 2026, é alarmante: ele é oficialmente considerado foragido pela justiça da Bolívia. Mandados de prisão foram emitidos e sucessivamente renovados contra ele, intensificando a crise política no país.
Morales é alvo de múltiplas acusações. Ele enfrenta processos criminais, incluindo denúncias de tráfico humano e um suposto relacionamento com uma menor de idade em 2015. Além disso, o governo boliviano o acusa de instigar motins e bloqueios de estradas, que têm gerado protestos em massa e paralisado diversas regiões do país.
O ex-presidente expressou publicamente, em redes sociais e declarações, seu medo de ser capturado. Ele alega a existência de um plano conspiratório envolvendo o governo boliviano, a DEA (agência antidrogas dos EUA) e o Comando Sul dos EUA, visando sua prisão ou eliminação. Morales sugere que essas forças estrangeiras estariam atuando com as Forças Armadas bolivianas para extraditá-lo aos Estados Unidos, onde ele teme ser julgado por crimes relacionados ao tráfico de drogas, interpretando a situação como perseguição política para afastá-lo da vida pública.
Atualmente, Evo Morales encontra-se na região cocaleira de Chapare, ao norte de Cochabamba. Lá, ele está protegido por um grande número de apoiadores e camponeses, que formam um “escudo humano” para impedir qualquer tentativa de cumprimento dos mandados de prisão.







