Um levantamento divulgado pelo portal Cupom Válido, com base em dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do portal britânico Compare The Market, colocou o Brasil entre os países com as piores condições para dirigir no mundo. No ranking geral, o país apareceu na segunda pior posição, resultado influenciado por fatores como qualidade das estradas, congestionamentos, custos de manutenção dos veículos e indicadores de trânsito.
O estudo também apontou o Brasil como o segundo pior colocado especificamente no quesito qualidade das vias. O resultado reacendeu debates sobre a infraestrutura rodoviária nacional, especialmente em um país onde a maior parte do transporte de cargas depende das rodovias.
Especialistas, porém, destacam que o problema não está necessariamente na qualidade do asfalto utilizado. Segundo representantes do setor, a principal dificuldade é a combinação entre o intenso tráfego de veículos pesados, a falta de investimentos regulares em manutenção e a extensão da malha rodoviária brasileira.
Outro fator frequentemente citado é o impacto das chuvas e do aumento constante da circulação de veículos sobre estradas que, em muitos casos, foram projetadas para uma demanda muito menor do que a atual. Sem manutenção contínua e obras de modernização, o desgaste se acelera e os problemas acabam surgindo com maior frequência.
As más condições das vias geram consequências diretas para motoristas e transportadoras, aumentando custos com combustível, pneus, suspensão e reparos mecânicos. Além disso, especialistas apontam que estradas deterioradas também podem contribuir para o aumento do risco de acidentes.



