A captação de recursos por meio da Lei Rouanet alcançou um novo recorde no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, projetos culturais captaram R$ 923,18 milhões, valor 17,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025, que até então era o maior da série histórica.
Segundo os dados oficiais, o crescimento representa um aumento de aproximadamente R$ 138 milhões em relação ao primeiro semestre do ano passado. O resultado reforça a tendência de expansão dos incentivos fiscais destinados ao setor cultural durante a atual gestão federal.
A Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do imposto devido ao financiamento de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. Defensores afirmam que o mecanismo fortalece a produção cultural e amplia o acesso à cultura. Já críticos questionam o aumento contínuo da renúncia fiscal, argumentando que o crescimento dos incentivos ocorre em um momento de restrições orçamentárias em outras áreas consideradas prioritárias.
O novo recorde voltou a colocar a Lei Rouanet no centro do debate público, dividindo opiniões entre os que defendem a ampliação do incentivo à cultura e os que pedem maior controle sobre os recursos destinados ao programa.







