O avanço do garimpo ilegal no Amapá tem preocupado as autoridades ambientais e de segurança pública. Segundo fiscalizações do Ibama, o estado passou a receber parte dos garimpeiros expulsos de outras áreas da Amazônia, como as terras indígenas Yanomami e Sararé.
As investigações apontam que a expansão da atividade ocorre em meio ao aumento da atuação de facções criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que estariam ligadas ao financiamento e à logística do garimpo ilegal na região.
Somente neste ano, operações realizadas pelo Ibama resultaram na destruição de máquinas, acampamentos clandestinos, apreensão de explosivos e combustível, além da identificação de centenas de quilômetros de ramais abertos ilegalmente em áreas protegidas.
De acordo com as autoridades, a alta no preço do ouro tem impulsionado a expansão do garimpo ilegal, enquanto forças de fiscalização intensificam as ações para combater crimes ambientais e desarticular organizações criminosas envolvidas na exploração clandestina do minério.







