O texto de Maurício Bretas, militante paranaense, resume com ironia o “tudo ou nada” da política atual. Ele brinca que, embora existam centenas de identidades aceitas hoje em dia, na hora de discutir ideias só sobram dois lados: o dele (o “certo”) e o “fascismo”.
Essa fala mostra como o debate ficou pobre. Para a direita conservadora, isso revela uma grande contradição: prega-se a tolerância para comportamentos, mas não se aceita quem pensa diferente. O termo “fascista” acabou virando um carimbo para calar qualquer oposição sem precisar de argumentos reais. Se você discorda de um ponto, logo é rotulado como um inimigo terrível que nem merece ser ouvido. No fim, a política deixou de ser sobre soluções para o país e virou uma guerra de “nós contra eles”, onde a democracia perde espaço para os rótulos e para o cancelamento.







