Uma investigação sobre a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, na Bahia, ganhou novos desdobramentos após uma delação premiada citar o nome do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Segundo o depoimento da ex-diretora da unidade prisional, Joneuma Silva Neres, a fuga teria sido negociada mediante o pagamento de R$ 2 milhões por integrantes de uma facção criminosa.
De acordo com a delatora, o valor seria dividido entre pessoas envolvidas no suposto esquema. Ela afirmou que ouviu do ex-deputado Uldurico Júnior que parte do dinheiro teria como destino Geddel Vieira Lima, ex-ministro que integrou o primeiro governo Lula e posteriormente o governo Michel Temer.
Geddel nega qualquer participação no caso e afirma não ter relação com a fuga dos presos nem com os investigados. Segundo ele, não pode ser responsabilizado por conversas entre terceiros que teriam mencionado seu nome sem sua autorização. A defesa de Uldurico Júnior também rejeita as acusações e afirma que elas serão contestadas durante o processo.
A fuga ocorreu no fim de 2024 e envolveu detentos apontados como integrantes de uma facção ligada ao Comando Vermelho. Entre os foragidos estava Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dada”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças criminosas da região. As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há condenação judicial contra Geddel relacionada a esse caso.







