Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, declarou publicamente sua inocência nesta terça-feira (31) em relação à acusação de importunação sexual envolvendo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, ele enfatizou: “Olá, meu nome é Silvio Almeida e eu sou um homem inocente”.
Almeida foi formalmente indiciado pela Polícia Federal em 14 de novembro de 2025. Ele explicou que seu silêncio anterior se deu por respeito à sua família e ao sigilo da investigação. O ex-ministro garantiu que apresentará sua defesa e as provas cabíveis “no local certo, na Justiça”, onde poderá demonstrar como a situação foi utilizada para afastá-lo da política.
Sem mencionar nomes, Almeida criticou as acusações, classificando-as como irresponsáveis e indicando que adversários teriam recorrido a “incriminar uma pessoa inocente apenas para eliminar aquele que considera um adversário ou para erguer sobre uma mentira uma bandeira eleitoral”. Ele também questionou a falta de informações básicas por parte da “organização que tornou públicas as supostas denúncias” para comprovar a existência delas.
O ex-ministro ainda levantou a questão do racismo na condução do processo, afirmando: “Sobre nós é mais fácil projetar o mal que se quer expurgar. Somos tratados como problema de polícia, não como sujeitos políticos”. Ele completou que homens e meninos negros “são vistos com suspeita permanente”, e que sua “retirada violenta e injusta da vida pública” se apoia na “situação dos homens negros numa sociedade que frequentemente nos associa à brutalidade e ao descontrole”.







