Os Estados Unidos ampliaram a ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) ao afirmar que até cidadãos americanos poderão ser alvo de sanções caso realizem transações financeiras ou prestem apoio às facções criminosas. A informação foi confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA ao jornal Metrópoles.
Segundo o governo americano, a política antiterrorismo adotada pela administração de Donald Trump não se limita a estrangeiros. Residentes permanentes e cidadãos dos Estados Unidos também poderão sofrer consequências caso mantenham relações financeiras ou forneçam apoio material às organizações classificadas por Washington como terroristas estrangeiras.
A medida representa um endurecimento da postura americana contra o crime organizado transnacional e ocorre após os EUA classificarem oficialmente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Com isso, pessoas e empresas que realizarem transações com integrantes dessas facções poderão ser investigadas e sofrer sanções previstas na legislação antiterrorismo dos Estados Unidos.
A decisão também reacendeu o debate nas redes sociais sobre o combate ao crime organizado. Críticos afirmam que o Brasil deveria adotar medidas mais rígidas contra as organizações criminosas, enquanto defensores lembram que os sistemas jurídicos brasileiro e americano possuem legislações e competências distintas para lidar com esse tipo de ameaça.







