O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, conhecido por sua proximidade ideológica com Luiz Inácio Lula da Silva, começou a levantar dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral. A contestação surge após a derrota de seu indicado à sucessão, o senador Iván Cepeda, no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas neste domingo (31).
Conforme dados preliminares, o candidato de direita Abelardo de la Espriella obteve a liderança com aproximadamente 44% dos votos. Cepeda, que representava a agenda de esquerda de Petro, ficou em segundo lugar, com cerca de 41% da preferência do eleitorado.
Mesmo antes da totalização oficial, Petro e seus apoiadores já indicam que não aceitarão o resultado sem questionamentos. A postura ecoa táticas já observadas, onde alegações de “fraude” e “manipulação” são usadas quando a esquerda não atinge o desempenho esperado nas urnas. Este revés para Cepeda representa um golpe significativo para a agenda “progressista” de Petro, que encerra seu mandato em meio a altos índices de violência e descontentamento popular. O episódio também evidencia uma possível fragilização da esquerda colombiana, mesmo com o suporte do aparato estatal.
A ligação entre Petro e Lula ganha destaque novamente: ambos compartilham uma perspectiva de poder em que as vitórias são vistas como “democráticas”, enquanto as derrotas são invariavelmente atribuídas a supostas conspirações.







