Uma fantasia representando uma figura associada ao demônio chamou a atenção durante a 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, realizada na Avenida Paulista. O personagem utilizava elementos visuais que faziam referência ao Partido Liberal (PL) e rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do evento, atraindo fotografias e reações nas redes sociais.
A repercussão foi ampliada porque a apresentação ocorreu em um período em que milhões de cristãos participam de eventos religiosos como a Marcha para Jesus, manifestação que reúne fiéis em celebrações voltadas à fé, à oração e à música gospel. Nas redes sociais, muitos usuários passaram a comparar os dois eventos, destacando o contraste entre os símbolos apresentados em cada um deles.
Enquanto a Marcha para Jesus tem como foco a exaltação da fé cristã, da espiritualidade e dos valores religiosos, a Parada LGBT reúne manifestações ligadas à diversidade sexual, pautas políticas, performances artísticas e expressões culturais. Por sua natureza aberta, participantes frequentemente utilizam fantasias, cartazes e encenações para transmitir mensagens políticas ou críticas sociais.
A presença da fantasia gerou críticas de pessoas que consideraram inadequada a utilização de uma figura tradicionalmente associada ao mal na cultura cristã. Para esses críticos, o episódio reforça diferenças entre os valores defendidos por grupos religiosos e algumas manifestações presentes na Parada. Já apoiadores do evento argumentam que as apresentações fazem parte da liberdade de expressão artística e não representam necessariamente uma posição oficial da organização.
A edição deste ano da Parada LGBT celebrou seus 30 anos com o tema “A rua convoca, a urna confirma”, enfatizando a participação política e a mobilização social. Como ocorre tradicionalmente, o evento reuniu manifestações culturais, apresentações artísticas e debates sobre temas ligados à comunidade LGBT, tornando-se novamente um dos maiores eventos públicos do país.







