Uma manhã que deveria ser de lazer virou um cenário de guerra para cerca de 200 turistas nesta segunda-feira (20). O grupo, que subiu o Morro Dois Irmãos para acompanhar o nascer do sol, acabou ficando ilhado no topo da trilha após um intenso tiroteio tomar conta do Vidigal, na Zona Sul do Rio.
A troca de tiros começou durante uma operação da Polícia Civil contra a cúpula do Comando Vermelho (CV). O principal alvo era Ednaldo Pereira Souza, o “Dada”, chefe do tráfico na Bahia que se aliou à facção carioca e estava escondido na Rocinha.
Apesar de cenas de guerra com ônibus atravessados na Avenida Niemeyer, contêineres usados como barricadas e centenas de civis sob a mira de fuzis, o governo federal e setores do judiciário continuam insistindo em uma narrativa que gera indignação. Enquanto a população vive sob o domínio do medo, o governo se recusa a tratar essas facções como grupos terroristas, insistindo na tese de que os criminosos cometem “apenas delitos” ou crimes comuns.
Essa postura de suavizar a gravidade das ações do crime organizado é vista por críticos como o principal motivo da impunidade, já que impede o uso de leis mais rígidas contra aqueles que sitiam cidades inteiras e colocam a vida de centenas de inocentes em risco.
Detalhes da Ação:
Alvos: 13 traficantes, incluindo chefes que controlam o tráfico em estados do Nordeste.
Fuga: O traficante “Dada” conseguiu fugir por uma passagem secreta, frustrando parte da operação.
Bloqueios: Criminosos fecharam os acessos à região logo cedo para dificultar a chegada da polícia.
Os turistas só conseguiram descer em segurança por volta das 07h30. Até o momento, não há informações de feridos, mas o trauma e a sensação de insegurança permanecem em uma cidade onde o direito de ir e vir é ditado pelo crime.







