A falta de crescimento econômico e a escassez de grandes obras de infraestrutura têm levado engenheiros formados a abandonar a profissão e buscar renda em aplicativos de transporte. Profissionais ouvidos relatam frustração com o mercado de trabalho e apontam o atual governo como responsável pelo cenário de estagnação que atinge o setor.
Segundo eles, empresas de engenharia reduziram contratações, projetos foram paralisados e concursos públicos praticamente desapareceram. “O país não cresce, não tem obras. Você estuda anos, se especializa, e acaba dirigindo para sobreviver”, afirma um engenheiro civil que hoje trabalha como motorista de aplicativo em uma capital brasileira.
A categoria também critica a ausência de um plano consistente de investimentos em infraestrutura. Para os profissionais, sem obras públicas e sem estímulo ao setor privado, a engenharia perde espaço e se transforma em uma carreira sem perspectivas. “Não é falta de engenheiro, é falta de país andando para frente”, resume outro trabalhador.
Especialistas alertam que a evasão de profissionais qualificados pode gerar impactos de longo prazo, como atraso em projetos estratégicos e perda de capacidade técnica nacional. Enquanto isso, muitos engenheiros seguem trocando capacete e prancheta pelo volante, como alternativa imediata para pagar as contas.







