Argentina e Paraguai designaram oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, informou que o país adicionou as facções ao Registro de Pessoas e Entidades Ligadas a Atividades Terroristas (REPET), classificando-as como “narcoterroristas”. Esta declaração coincidiu com uma grande operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortes.
Simultaneamente, o governo paraguaio, sob decreto do presidente Santiago Peña, formalizou a mesma designação. O Paraguai justificou a medida apontando que as facções operam em seu território com tráfico de entorpecentes, armas e lavagem de dinheiro, constituindo um risco à soberania nacional.
Essas ações foram uma resposta direta à operação de 28 de outubro de 2025, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que visava a liderança do Comando Vermelho e se tornou a mais letal já registrada no Rio de Janeiro, com mais de 120 óbitos. Consequentemente, ambos os países reforçaram suas fronteiras com o Brasil, antecipando uma possível evasão de membros das facções.
Os Estados Unidos também anunciaram que adotarão uma medida similar a partir de 5 de junho de 2026. A justificativa inclui as conexões do PCC e do CV com o Hezbollah na Tríplice Fronteira e a identificação de atividades criminosas dessas organizações em pelo menos 12 estados americanos.







