A participação feminina em atividades operacionais de facções criminosas no Rio de Janeiro, antes incomum, tem se intensificado, despertando a atenção das forças de segurança. Mulheres, além de envolvidas no transporte de entorpecentes e apoio logístico, agora assumem papéis armados nas comunidades, atuando como as chamadas “soldadas do tráfico”.
Analistas indicam que a vulnerabilidade social, a influência de parceiros criminosos, a carência de oportunidades e a expansão das organizações ilícitas são fatores que impulsionam essa transformação no modus operandi do crime organizado.
Nas plataformas digitais, a circulação de vídeos e fotos de mulheres exibindo armamento e sua conexão com o crime tem se tornado mais comum, reacendendo discussões sobre a segurança pública e a progressão da criminalidade nas áreas carentes do Rio.
As autoridades ressaltam a necessidade de um enfrentamento ao tráfico que transcenda as operações policiais, abrangendo igualmente o investimento em educação, a criação de empregos e a implementação de políticas públicas direcionadas aos jovens em regiões desfavorecidas.







