Em um movimento que eleva o tom da diplomacia brasileira no cenário internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou abertamente a política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio. Durante declarações recentes, o petista afirmou categoricamente que as alegações sobre o Irã possuir armas nucleares são “mentira” e classificou o conflito conduzido pela gestão de Donald Trump como uma guerra desnecessária, defendendo que o diálogo diplomático foi abandonado em favor de uma confrontação sem embasamento factual.
Para o presidente brasileiro, a narrativa em torno do programa nuclear iraniano tem sido utilizada apenas como justificativa para intervenções militares que desestabilizam a ordem global. Lula reforçou que o Brasil se posiciona como um mediador que preza pela soberania dos povos e pelo cumprimento de acordos internacionais, opondo-se à política de sanções e ataques diretos adotada atualmente por Washington.
A preocupação do governo, no entanto, vai além da geopolítica e toca diretamente no bolso dos brasileiros. Segundo o presidente, a instabilidade no Golfo Pérsico e o possível fechamento de rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz, geram uma onda de incerteza que atinge a economia doméstica. Entre os principais riscos citados estão a pressão sobre o preço dos combustíveis — impulsionada pela alta no valor do barril de petróleo —, a desvalorização do real frente ao dólar e os prejuízos ao mercado de commodities, essenciais para a balança comercial do país.
O posicionamento ocorre em um momento de máxima tensão entre Washington e Teerã, com Lula buscando blindar o Brasil dos efeitos inflacionários da crise. Ao criticar o custo de vida gerado por conflitos externos, o presidente tenta equilibrar a defesa da autonomia internacional com a necessidade de manter a estabilidade econômica e o controle da inflação no agronegócio e na indústria nacional.
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