Uma reportagem publicada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, revelou que a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo enfrentou uma forte redução no orçamento para a edição deste ano. Segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo (APOLGBT-SP), a queda na arrecadação aconteceu principalmente após multinacionais americanas diminuírem ou encerrarem investimentos em ações ligadas à agenda de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI).
De acordo com os organizadores, o recuo dessas empresas estaria relacionado às mudanças políticas e corporativas nos Estados Unidos, especialmente após o retorno de Donald Trump ao cenário político e o aumento da pressão de setores conservadores contra programas de diversidade dentro das grandes corporações.
Com menos recursos disponíveis, a estrutura do evento precisou ser reduzida de forma significativa. A organização informou que houve corte no número de trios elétricos, atrações artísticas e parte da infraestrutura tradicional montada na Avenida Paulista.
A Parada LGBT+ de São Paulo é considerada uma das maiores do mundo e tradicionalmente recebe apoio de grandes marcas nacionais e internacionais. Diante da diminuição dos patrocínios, os organizadores afirmam que buscam alternativas para manter o tamanho e a relevância do evento nos próximos anos.







