O economista e especialista em mercado Bertoncello gerou forte repercussão nas redes sociais após comentar a estrutura de comando da montadora chinesa BYD no Brasil, especialmente na nova operação instalada na Bahia. Em vídeo publicado em suas redes, o professor afirmou que a empresa estaria evitando colocar brasileiros em cargos de liderança por falta de confiança na qualificação profissional local.
Segundo Bertoncello, praticamente todos os postos estratégicos da operação seriam ocupados por chineses, sem presença de brasileiros em posições de comando. Para ele, isso revelaria uma percepção negativa da própria empresa sobre o nível educacional do país.
“A grande verdade é que a baixa escolaridade brasileira, principalmente na Bahia — não é só em números de anos estudados, mas em qualidade estudada —, fez com que os chineses decidissem não entregar nenhum brasileiro em posição de destaque”, declarou.
O especialista também criticou o modelo educacional brasileiro e associou o cenário ao legado pedagógico de Paulo Freire, em uma fala que provocou debates e críticas nas redes sociais.
“Viva a geração Paulo Freire, que não sabe ler nem escrever, mas vai ter que escutar grito de chinês”, afirmou.
As declarações dividiram opiniões. Parte dos internautas concordou com a crítica sobre a qualificação técnica da mão de obra brasileira e a dependência de profissionais estrangeiros em setores estratégicos. Outros acusaram Bertoncello de generalização e preconceito contra os trabalhadores baianos e brasileiros.
A discussão reacendeu debates sobre educação, qualificação profissional e o impacto da chegada de grandes multinacionais chinesas ao Brasil, especialmente no Nordeste, onde a BYD vem concentrando investimentos bilionários na indústria automotiva.







