Um caso envolvendo o Nubank voltou a levantar debates sobre os juros do cartão de crédito no Brasil. Um morador do Distrito Federal viu uma dívida de aproximadamente R$ 12 mil saltar para impressionantes R$ 788 mil após quatro anos, um aumento de cerca de 65 vezes sobre o valor original.
O episódio chamou a atenção da Secretaria do Consumidor do Distrito Federal, que notificou a instituição financeira para prestar esclarecimentos sobre a aplicação de juros, crédito rotativo e parcelamentos. Segundo o órgão, o cliente possuía um débito de R$ 12,3 mil em janeiro de 2022, mas, com os encargos acumulados ao longo do tempo, o valor disparou para quase R$ 800 mil.
O caso reacendeu críticas ao sistema de crédito rotativo brasileiro, conhecido por possuir algumas das taxas mais altas do mundo. Para muitos consumidores, situações como essa transformam cartões de crédito em uma verdadeira armadilha financeira, especialmente quando o cliente entra no rotativo por longos períodos.
A Secretaria do Consumidor informou ainda que recebeu centenas de reclamações contra a instituição nos últimos meses e alertou que poderá aplicar multa caso identifique práticas abusivas ou falta de transparência nas cobranças. O secretário Samuel Konig afirmou que o crédito não pode comprometer a dignidade do consumidor nem se tornar um mecanismo de endividamento sem fim.







