O deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP), atual presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo e defensor do fim da escala 6×1, é alvo de uma ação trabalhista movida por um ex-motorista que alega ter sido submetido a jornadas de trabalho de até 16 horas por dia.
Segundo o processo, o ex-funcionário afirma que trabalhou para o parlamentar entre agosto de 2022 e janeiro de 2025, cumprindo expediente das 6h às 22h, muitas vezes de segunda a segunda e sem intervalo para almoço. Além das jornadas exaustivas, ele também alega que não teve a carteira de trabalho assinada.
Na ação, o trabalhador pede o reconhecimento do vínculo empregatício, o pagamento de horas extras, férias, verbas rescisórias e outros direitos trabalhistas. O valor total da causa é de aproximadamente R$ 395 mil.
Uma audiência de conciliação foi realizada em junho de 2026, mas terminou sem acordo entre as partes. O processo segue em tramitação na Justiça do Trabalho e ainda não há decisão sobre o mérito das alegações. A defesa do deputado também solicitou que a ação tramitasse em segredo de Justiça.
O caso ganhou repercussão por envolver um parlamentar que tem defendido publicamente mudanças na jornada de trabalho no Brasil, incluindo o fim da escala 6×1. Até o momento, as alegações apresentadas pelo ex-motorista ainda serão analisadas pela Justiça.
– Blog do Gustavo Negreiros







