O atacante francês Kylian Mbappé voltou a chamar atenção ao reafirmar sua posição contrária à promoção de casas de apostas. Segundo relatos divulgados pela imprensa esportiva internacional, o jogador se recusa a participar de campanhas publicitárias do setor e justificou sua decisão afirmando que “alguns de nós vêm de bairros onde isso destrói muitas pessoas”.
A postura de Mbappé tem como pano de fundo a preocupação com os impactos sociais do vício em jogos de azar. O atacante já havia demonstrado desconforto em ocasiões anteriores envolvendo o uso de sua imagem em campanhas ligadas ao mercado de apostas esportivas.
No Brasil, o cenário seguiu outro caminho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a chamada “Lei das Bets”, que regulamentou o mercado de apostas esportivas e jogos online no país, estabelecendo regras de autorização, fiscalização e tributação para as empresas do setor. A medida foi defendida pelo governo como uma forma de organizar um mercado que já operava amplamente e ampliar a arrecadação tributária.
A declaração de Mbappé reacendeu o debate sobre os efeitos sociais das apostas, especialmente entre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. Enquanto alguns defendem a regulamentação como instrumento de controle e fiscalização, outros argumentam que a crescente presença das bets no esporte e na publicidade exige uma discussão mais ampla sobre seus impactos na sociedade.







