Informações classificadas, divulgadas por um funcionário de alto escalão do governo dos EUA em 16 de maio, revelam que Cuba adquiriu mais de 300 drones militares. Segundo a fonte, autoridades cubanas teriam iniciado debates sobre a utilização desses equipamentos em um possível confronto com os Estados Unidos, com alvos em potencial como a base americana em Guantánamo, embarcações da Marinha dos EUA e até Key West, na Flórida, localizada a cerca de 145 quilômetros de Havana.
Contudo, a mesma reportagem ressalta que oficiais americanos não consideram Cuba uma ameaça imediata, nem acreditam que a ilha esteja planejando ataques ativos. O funcionário entrevistado minimizou a preocupação com a força aérea cubana, questionando a capacidade da ilha de manter aeronaves de combate em funcionamento.
Este cenário surge após a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Havana em 14 de maio, onde teria alertado as autoridades cubanas contra atos hostis. O contexto ainda inclui a presença de conselheiros militares iranianos em Havana, estimativas de que até 5 mil soldados cubanos teriam combatido na Ucrânia ao lado da Rússia, e mais de 25 voos de vigilância sobre Cuba realizados pela Marinha e Força Aérea dos EUA desde fevereiro. A divulgação dessas informações pode, segundo a reportagem, servir de justificativa para uma intervenção militar americana contra Cuba, que foi reincluída na lista de patrocinadores do terrorismo em janeiro, resultando em mais de 240 sanções impostas pelo governo Trump.






