A conservadora Laura Fernández venceu a eleição geral da Costa Rica ontem (1º) e será a nova presidenta do país caribenho. Ela sucede o ultradireitista Rodrigo Chaves, de quem é considerada herdeira política, e tomará posse em 8 de maio.
Com um discurso confrontador contra as “castas da política tradicional”, estratégia herdada de Chaves, a recém-eleita concentrou a campanha em propostas sobre a continuidade dos cortes estatais, com enfoque neoliberal na economia e uma agenda punitiva na área de segurança.
Fernández foi chefe de gabinete de Chaves e reforçou, já durante seu discurso de vitória, que pretende dar continuidade às políticas de segurança adotadas durante o atual governo, além de incluí-lo na nova administração. Pela legislação da Costa Rica, Chaves não poderia disputar a reeleição antes de completar oito anos fora do cargo.
Fernández afirmou que buscará “lutar incansavelmente” para garantir que a Costa Rica “continue no caminho do crescimento econômico, da liberdade e, acima de tudo, do progresso do nosso povo”. Por fim, o discurso de vitória reforçou que o governo irá respeitar a Constituição, diante de receios de mudanças sobre regras sobre mandatos presidenciais.
Entre as suas promessas de campanha, também está o combate ao “aumento da criminalidade associado ao tráfico de cocaína”, em meio a disputas entre cartéis mexicanos e colombianos e disse ter como inspiração a estratégia adotada pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que promoveu prisões em massa para reduzir os índices de criminalidade. Bukele é acusado de perseguições e diversas violações aos direitos humanos.
Ela prometeu, ainda, concluir a construção de uma prisão de segurança máxima inspirada no Centro de Confinamento do Terrorismo, criado por Bukele, e afirmou que pretende endurecer as penas de prisão e decretar estado de emergência nas regiões com maiores índices de criminalidade.
Fernández se tornará a segunda mulher a governar o país centro-americano, depois de Laura Chinchilla, eleita presidente em 2010.







