Projeções indicam aumentos significativos, impactando o orçamento familiar.
Os brasileiros podem enfrentar um aumento expressivo nas contas de energia elétrica em 2026, com reajustes médios estimados em até 7,64%. Esse percentual é quase o dobro da inflação projetada pelo IPCA, que é de 3,99%, conforme análise da consultoria Thymos Energia. Algumas distribuidoras podem aplicar aumentos ainda maiores, chegando a 12% ou 13%, o que representa o triplo da inflação, agravando a situação econômica já fragilizada.
Essa escalada nos preços é atribuída a problemas na gestão energética, como o crescimento desordenado da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A CDE financia subsídios e seus custos são repassados diretamente aos consumidores, evidenciando a falta de prioridade em eficiência e proteção às famílias de menor renda.
Embora o Banco Central preveja um IPCA contido, empresas como TR Soluções e PSR alertam para variações regionais extremas, com possíveis picos de até 30% em algumas localidades. Esses aumentos são impulsionados por perdas significativas, incluindo o furto de energia, e pela elevação dos custos de geração. Há preocupações de que o fenômeno El Niño possa ativar bandeiras tarifárias adicionais, elevando ainda mais o valor das contas, aprofundando as desigualdades sociais e expondo a fragilidade das políticas energéticas atuais.







