O governo da China voltou a gerar debates internacionais após reforçar diretrizes para emissoras de televisão evitarem a presença de homens considerados “afeminados” em programas de entretenimento. A medida faz parte de uma política cultural promovida pelas autoridades chinesas para incentivar modelos que o governo define como “mais masculinos” e alinhados aos valores tradicionais do país.
As regras foram divulgadas inicialmente pela Administração Nacional de Rádio e Televisão da China, que orientou canais e plataformas a rejeitarem conteúdos considerados incompatíveis com os padrões morais defendidos pelo governo. Na época, autoridades chinesas afirmaram que celebridades masculinas com aparência excessivamente delicada poderiam influenciar negativamente jovens e adolescentes.
A decisão provocou críticas de organizações internacionais de direitos humanos e movimentos LGBTQIA+, que acusaram o governo chinês de reforçar estereótipos de gênero e discriminação. Já apoiadores da medida afirmam que a China estaria tentando combater a influência de padrões culturais estrangeiros e fortalecer valores considerados mais conservadores.
Nas redes sociais, o assunto voltou a repercutir após internautas compararem as políticas culturais chinesas com debates semelhantes em outros países sobre identidade de gênero, masculinidade e influência da mídia sobre crianças e adolescentes.







