A Costa Rica tem uma nova presidente: Laura Fernández, candidata de direita, foi eleita com quase metade dos votos. Com 88,43% das urnas computadas, ela ultrapassou o patamar de 40% necessário para selar a vitória já no primeiro turno, eliminando a necessidade de uma nova votação agendada para 5 de abril.
Fernández, que se apresenta como sucessora do presidente Rodrigo Chávez, garantiu que dará prosseguimento às estratégias de segurança e ao discurso crítico às instituições estabelecidas por seu antecessor. Em seu pronunciamento, a presidente eleita assegurou a participação de Chávez em sua gestão e enfatizou que “a transformação será profunda e irreversível”, marcando o início de uma “terceira república”.
O principal concorrente, o economista centrista Álvaro Ramos, obteve cerca de um terço dos votos e admitiu a derrota. Ramos declarou que apoiará Fernández em iniciativas benéficas ao país, mas se posicionará como oposição em caso de divergência. A arquiteta Claudia Dobles ficou com menos de 5% dos votos.
O Partido Soberano do Povo, de Fernández, está projetado para conquistar a maioria no Congresso, com a expectativa de ocupar 30 das 57 cadeiras. Esse resultado representa um crescimento significativo em comparação com as oito cadeiras que o partido possui atualmente, embora não configure uma “supermaioria”.







