A Câmara dos Deputados deu sinal verde, em 9 de fevereiro, para que um projeto de lei que visa suspender a patente dos fármacos Mounjaro e Zepbound seja analisado com urgência. Esses medicamentos, empregados no tratamento do diabetes tipo 2, ganharam destaque pela sua eficácia na redução de peso. A votação resultou em 337 votos a favor e apenas 19 contra, evidenciando um forte apoio à medida.
Com a aprovação da urgência, a proposta avança diretamente para o plenário, dispensando a passagem pelas comissões temáticas. Mounjaro e Zepbound são as denominações comerciais da tirzepatida, uma substância ativa criada pela empresa farmacêutica Eli Lilly. Ela age controlando os níveis de açúcar no sangue e o apetite, imitando hormônios intestinais que geram saciedade.
A quebra da patente possibilitará que outras indústrias farmacêuticas produzam o medicamento, o que tende a diminuir os custos e intensificar a competitividade no mercado. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), essa medida poderia facilitar a inclusão do remédio, tornando o tratamento mais acessível à população.
O deputado Mário Heringer (PDT-MG), líder do partido na Câmara, foi o autor da proposição. Ele ressalta a relevância desses medicamentos para combater a obesidade, mas pontua que seus valores atuais são excessivamente altos.







