Edição histórica celebra soberania latino-americana e direitos trabalhistas
O Bloco Sem Terra arrastou cerca de 5 mil foliões pelas ruas de Olinda, Pernambuco, nesta segunda-feira de Carnaval (16). A grande participação do público fez com que o bloco iniciasse seu percurso mais cedo do que o programado, partindo da barraca do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizada atrás da Igreja do Carmo. A concentração, que começou por volta das 14h, reuniu ativistas, apoiadores e amigos, todos com fantasias criativas e representações da cultura nacional, como a personagem Sebastiana do filme “O Agente Secreto”.
O cortejo, que incluiu bandeiras do MST e um bonecão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi calorosamente recebido pela população em diversas ruas do Sítio Histórico, como a Rua do Bomfim. Para os participantes, como Pedro Alcântara, vice-presidente do PT em Pernambuco, a fusão de ativismo e celebração é crucial para o avanço das pautas populares. “Não existe revolução nem democracia sem a alegria do povo, sem cultura popular. Por isso estamos aqui no maior carnaval do mundo para celebrar o movimento, o carnaval e a nossa luta pela democracia”, enfatizou Alcântara.
Neste ano, o tema do desfile foi “soberania e folia não se negocia”, com um forte posicionamento anti-imperialista. O bloco criticou as ações do governo estadunidense sob Donald Trump, representado por um boneco gigante, e a busca por recursos naturais na América Latina. Paulo Mansan, da Coordenação Nacional do MST, destacou a importância da soberania, especialmente diante de “agressões” contra a Venezuela e a detenção do presidente Nicolás Maduro. Além disso, o Bloco Sem Terra defendeu o direito ao lazer e ao descanso, reivindicando o fim da escala de trabalho 6×1, como um direito humano previsto na Declaração Universal.







