A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se prepara para deliberar sobre uma proposta controversa que permite o registro oficial de crianças com duas mães ou dois pais. Críticos veem a iniciativa como uma tentativa do Partido dos Trabalhadores (PT) de desconsiderar a base biológica da filiação, transformando-a em mera questão burocrática.
O senador Fabiano Contarato defende o projeto como um avanço na “plena parentalidade”. No entanto, a visão oposta argumenta que o Estado estaria alterando conceitos tradicionais para atender a pautas ideológicas e interesses de cartórios engajados. Alega-se que, em nome da inclusão, a proposta descaracteriza as figuras complementares de pai e mãe, utilizando o CPF como ferramenta de engenharia social.
Conforme essa perspectiva crítica, o desfecho seria uma nação onde os laços afetivos se tornam meramente um selo oficial, a legislação se sobrepõe à natureza, e qualquer divergência de pensamento é rapidamente categorizada como delito.







