A Folha de S.Paulo e o UOL assinaram um acordo comercial com a OpenAI para fornecer reportagens e notícias em tempo real ao ChatGPT, marcando uma das primeiras parcerias desse tipo no mercado brasileiro de mídia. O contrato encerra uma disputa judicial iniciada em 2025, quando a Folha acusou a empresa de tecnologia de uso indevido de conteúdo jornalístico e quebra de paywall. Pelo acordo, os grupos também passam a utilizar ferramentas corporativas da OpenAI para desenvolvimento de produtos digitais e automação de processos internos nas redações.
A parceria amplia o movimento global de aproximação entre empresas de inteligência artificial e grandes grupos de mídia, em meio à disputa pelo controle das fontes de informação utilizadas por modelos generativos. Com o acordo, conteúdos produzidos pela Folha e pelo UOL poderão ser incorporados com maior integração aos sistemas da OpenAI, incluindo mecanismos de atualização e contextualização de respostas do ChatGPT.
Especialistas em tecnologia e mídia apontam que modelos de inteligência artificial tendem a absorver padrões de linguagem, enquadramentos narrativos e interpretações predominantes nas bases de dados utilizadas para treinamento e atualização. Por isso, acordos comerciais entre plataformas de IA e grupos de mídia vêm gerando debates sobre concentração de influência informacional, pluralidade de fontes e possíveis impactos na diversidade das respostas entregues aos usuários.
Com a migração gradual de usuários para ferramentas de inteligência artificial, grupos de mídia passaram a enfrentar redução de tráfego vindo de buscadores e redes sociais. Nesse cenário, a venda de acesso a arquivos jornalísticos e bases de dados se tornou uma nova frente de receita para empresas que buscam manter distribuição, audiência e relevância nas plataformas digitais.
Em postagem no portal Faria Lima News, usuários comentaram frases como: ‘Agora o ChatGPT virou militante esquerdista’, ‘R.I.P. OpenAI’ e ‘Cancelando o ChatGPT’







