O famoso jingle “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão” não embalará mais as campanhas presidenciais. A canção, que marcou as últimas décadas, não fará parte da disputa eleitoral deste ano, encerrando um ciclo de seis participações do político nas eleições presidenciais desde 1998. Vale lembrar que Eymael só não concorreu em 2002, quando focou na eleição para deputado federal por São Paulo.
Aos 86 anos, José Eymael encerrou sua longa jornada de 40 anos como líder da Democracia Cristã, partido que ajudou a refundar em 1985. A presidência da sigla foi então passada para João Caldas, do Alagoas. Logo após essa transição, Eymael enfrentou a perda de sua esposa, Isola Selbach Eymael. Aliados do político diz que ele pode se sentir desvalorizado.
Seu melhor desempenho ocorreu em 2010, com 89 mil votos (0,09% dos válidos), ficando em quinto lugar. Já na última eleição presidencial, em 2022, ele obteve o menor número de votos, cerca de 16 mil (0,01% dos válidos). Naquela ocasião, sua candidatura destacava o título de “Constituinte” em referência à sua primeira eleição como deputado federal por São Paulo, em 1986.
A Democracia Cristã agora foca em Aldo Rebelo como seu pré-candidato à presidência, uma escolha que, segundo João Caldas, teve o total apoio de Eymael. “Tudo foi acordado e resolvido com unanimidade. Nosso objetivo é fortalecer o partido e garantir sua relevância na política brasileira”, afirmou Caldas. Rebelo, que militou contra o regime militar e foi do PCdoB por 40 anos, possui um histórico político robusto, incluindo a presidência da Câmara, seis mandatos como deputado federal e participação em ministérios nos governos Lula e Dilma Rousseff.







