Além dos EUA, Argentina e Paraguai declaram PCC e CV como grupos terroristas; governo brasileiro mantém posição diferente
Os governos dos Estados Unidos, da Argentina e do Paraguai classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas ou narcoterroristas, alegando que as facções representam ameaças à segurança nacional e possuem atuação transnacional ligada ao tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
O Paraguai oficializou a medida por decreto presidencial em outubro de 2025, enquanto a Argentina incluiu as facções em seu registro de entidades vinculadas ao terrorismo e reforçou a segurança na região da Tríplice Fronteira. Os Estados Unidos, por sua vez, anunciaram a inclusão do PCC e do CV em suas listas de organizações terroristas e de terroristas globais especialmente designados.
Já o governo brasileiro adota uma posição diferente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes de sua administração afirmam que as facções devem ser combatidas como organizações criminosas, mas rejeitam a classificação de terrorismo por considerarem que ela pode gerar consequências diplomáticas, jurídicas e questionamentos sobre a soberania nacional.
O debate tem ganhado espaço no cenário político brasileiro, com setores defendendo que o país siga o caminho adotado por EUA, Argentina e Paraguai, enquanto outros sustentam que a legislação e os instrumentos atuais de combate ao crime organizado são mais adequados para enfrentar as facções.







