A discussão sobre as chamadas “motinhas elétricas” ganhou força após a entrada em vigor de regras mais rígidas em 2026, mas o tema tem sido cercado por desinformação e interpretações políticas.
Na prática, o que mudou não foi exatamente a criação de uma nova lei, mas sim o início da fiscalização de normas que já existiam. Agora, veículos elétricos classificados como ciclomotores — ou seja, aqueles com acelerador próprio, maior potência e capacidade de atingir velocidades mais altas — passam a exigir CNH ou ACC, além de emplacamento e licenciamento, como qualquer moto comum.
O ponto mais polêmico, no entanto, tem sido a narrativa de que tudo isso seria apenas mais uma forma de taxar o cidadão. Embora em alguns estados exista a possibilidade de cobrança de IPVA, isso não é automático nem universal. Já bicicletas elétricas e patinetes continuam isentos dessas exigências, desde que respeitem os limites técnicos definidos.
Críticos afirmam que a medida pode atingir diretamente quem buscava uma alternativa mais barata de mobilidade, como trabalhadores de entrega e pessoas de baixa renda. Por outro lado, há quem defenda que a regulamentação era necessária, já que muitos desses veículos circulavam como bicicletas, mas com desempenho de moto, aumentando riscos no trânsito.







