O advogado Matheus Menezes Matos, de 25 anos, voltou a ser reprovado em uma etapa do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, mesmo após decisão do Supremo Tribunal Federal determinar que a banca realizasse adaptações razoáveis no Teste de Aptidão Física (TAF) devido à sua condição de nanismo. O candidato foi considerado “inapto” nos exames biofísicos e biomédicos realizados em abril deste ano.
O caso ganhou repercussão nacional após Matheus afirmar que havia sido submetido anteriormente aos mesmos critérios físicos aplicados aos demais candidatos, sem qualquer adaptação compatível com sua condição física. Na primeira reprovação, ele não conseguiu atingir o salto horizontal mínimo de 1,65 metro exigido pelo edital. Após recurso ao STF, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a banca organizadora oferecesse adaptações adequadas ao candidato.
Mesmo com a nova avaliação autorizada pela Justiça, Matheus voltou a ser considerado inapto. A defesa do candidato afirma que a adaptação aplicada não teria sido suficiente para garantir igualdade de condições durante os testes. O advogado recorre administrativamente da nova decisão e segue participando do concurso de forma sub judice, aguardando definição final da Justiça.
Matheus foi aprovado nas fases objetiva, discursiva e oral do concurso, sendo eliminado apenas nas etapas físicas. Nas redes sociais, ele afirmou que seu objetivo ao expor o caso é defender os direitos das pessoas com deficiência em concursos públicos e denunciar o que considera falta de inclusão prática nos processos seletivos.
A Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso, e a Polícia Civil de Minas Gerais sustentam que os testes físicos são essenciais para o exercício da função policial. Já entidades ligadas à defesa das pessoas com deficiência afirmam que critérios físicos sem avaliação individualizada podem configurar discriminação.







