Uma academia em Salvador se viu no centro de uma polêmica online após difundir regras de vestimenta com o intuito de promover um “bom convívio”. A campanha, identificada pelo lema “sem vulgaridade”, sugeria aos frequentadores que não usassem “looks para causar”, justificando que tais vestimentas poderiam distrair e gerar desconforto no local.
No entanto, a decisão de empregar apenas fotos de tops femininos para exemplificar as diretrizes foi interpretada por muitos como uma censura direta às roupas de academia utilizadas por mulheres. Essa abordagem ocasionou uma forte repercussão nos comentários. Uma usuária notou: “Ao associar a ideia a imagens de uma mulher e peças de vestuário feminino, vocês estão claramente direcionando o tema para um público específico”. Outra indagou: “A academia querendo decidir o que é vulgar. Vamos ver se isso se aplica aos homens também”.
Embora a academia tenha declarado na própria publicação que os alunos podem se vestir de forma “simples ou estilosa, desde que não seja vulgar”, a ausência de parâmetros claros e a falta de representações masculinas na comunicação provocaram debates intensos. As conversas levantaram questionamentos sobre a moralização do corpo feminino, os padrões de vestimenta e potenciais atos discriminatórios em ambientes compartilhados como academias.







