O governo da Hungria, sob o comando de Viktor Orbán, implementou leis rígidas que restringem drasticamente o acesso de crianças e jovens a conteúdos sobre diversidade sexual e de gênero. Entre as principais mudanças, a legislação do país agora reconhece apenas os gêneros masculino e feminino, impedindo qualquer outra forma de identificação perante o Estado. Além disso, foi proibida a exibição ou promoção de conteúdos sobre homossexualidade e mudança de gênero para menores de 18 anos, medida que atinge livros escolares, programas de televisão e peças publicitárias.
Essas regras também têm sido utilizadas pelo governo para proibir a realização de Paradas LGBTQIA+ e outros eventos públicos voltados à diversidade, sob a justificativa de que tais manifestações ferem os valores tradicionais e não devem ser presenciadas por crianças. No ambiente escolar, a educação sexual passou a ser estritamente controlada, permitindo que apenas pessoas e organizações aprovadas pelo governo realizem palestras ou atividades sobre o tema.
As medidas geraram um forte embate com a União Europeia. Em abril de 2026, o tribunal europeu decidiu que essas leis violam direitos humanos fundamentais e incentivam o preconceito. Apesar das críticas internacionais e das pressões do bloco econômico, o governo húngaro mantém sua posição, defendendo que as políticas são necessárias para a proteção da infância e para a preservação dos valores das famílias cristãs tradicionais.







