A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas provocou forte reação de parlamentares alinhados ao governo Lula. Integrantes da base governista viajaram a Washington para reuniões com autoridades e parlamentares americanos, defendendo que a medida seja revista.
Os críticos da viagem afirmam que a iniciativa transmite uma mensagem equivocada ao mundo, já que as duas facções são responsáveis por crimes violentos, tráfico de drogas, assassinatos e expansão do crime organizado dentro e fora do Brasil. Para opositores, qualquer tentativa de reverter a classificação acaba sendo vista como uma defesa indireta dos interesses das organizações criminosas.
Já os defensores da posição do governo argumentam que o enquadramento como terrorismo pode gerar consequências diplomáticas, econômicas e jurídicas para o país, além de representar uma interferência externa em assuntos de segurança pública brasileira.
A controvérsia ocorre após os Estados Unidos confirmarem que PCC e Comando Vermelho passarão a integrar sua lista de organizações terroristas estrangeiras, medida que amplia sanções e restrições internacionais contra os grupos criminosos.







