O preço do tomate voltou a pesar no bolso dos brasileiros, chegando a R$ 16,99 por quilo em levantamento de preços no Distrito Federal. A alta dos alimentos reacendeu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente após sua reeleição. Durante as campanhas eleitorais, o petista prometeu melhorar o poder de compra da população, combater a fome e garantir que os brasileiros voltassem a viver com dignidade. A mensagem de que “o pobre vai ser feliz de novo”, que resume esse discurso, agora contrasta com os preços encontrados nas prateleiras dos supermercados.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o tomate registrou alta de 37,76% em setembro e mais 24,54% na prévia da inflação de outubro de 2026. Outros alimentos essenciais também ficaram mais caros, como cebola, batata e arroz. A alimentação dentro de casa subiu 1,01% no IPCA-15 de outubro, evidenciando a pressão sobre o orçamento das famílias.
Durante a campanha, Lula utilizou o combate à carestia como uma de suas principais bandeiras políticas, prometendo que os brasileiros voltariam a comer melhor e ter maior poder de compra. Em 2022, chegou a criticar duramente o governo Bolsonaro pelo preço dos alimentos. Agora, diante da nova escalada de preços, opositores questionam os resultados dessas promessas e apontam uma contradição entre o discurso eleitoral e a realidade enfrentada pelos consumidores.
Apesar das críticas, especialistas destacam que a alta do tomate também está relacionada a fatores climáticos, chuvas intensas e redução da área plantada, não podendo ser atribuída exclusivamente ao governo federal. Ainda assim, o encarecimento dos alimentos representa um desafio para Lula, que terá de demonstrar resultados concretos para cumprir o compromisso de melhorar as condições de vida das famílias brasileiras.
Fontes: IBGE, CNN Brasil, VEJA, Índice Custo por Prato e SBT News.







