Enquanto idosos envolvidos nos atos de 8 de janeiro já estão presos e condenados, o caso do rapper Oruam expõe uma disparidade que tem causado indignação. Para críticos, a velocidade da Justiça parece variar conforme o perfil do investigado: para uns, punição rápida e exemplar; para outros, entraves, recursos e demora que alimentam a sensação de impunidade.
A Polícia Federal foi informada de que Oruam deve ser detido caso tente deixar o país, após o Superior Tribunal de Justiça anular o habeas corpus que o beneficiava e autorizar a prisão preventiva. Ainda assim, o artista segue em liberdade, apesar da ordem judicial e da atenção pública sobre o caso, o que reforça críticas à eficácia do cumprimento das decisões.
Atualmente, o passaporte do rapper permanece retido em cartório da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, impedindo sua saída do território nacional. Para muitos, o contraste é evidente: enquanto idosos já cumprem pena, a incapacidade do Estado de localizar um investigado conhecido aprofunda o debate sobre seletividade penal e a real igualdade diante da lei.






