Eleito pela primeira vez em 2010, Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido como Tiririca, protagonizou uma das maiores votações da história política brasileira. Naquele ano, o humorista recebeu 1.348.295 votos por São Paulo e foi o candidato a deputado federal mais votado do país. Desde 2011, ele permanece na Câmara dos Deputados e atualmente exerce seu quarto mandato.
Apesar da votação expressiva, sua atuação parlamentar voltou a ser alvo de questionamentos. Uma consulta ao banco de discursos e notas taquigráficas da Câmara registra apenas seis pronunciamentos de Tiririca no plenário ao longo de sua trajetória. O número considera os discursos formalmente catalogados pelo sistema oficial, mas não representa toda a atividade de um parlamentar, que também inclui votações, participação em comissões, apresentação de propostas, relatorias e atuação nos bastidores.
Entre os pronunciamentos mais conhecidos está o discurso realizado em dezembro de 2017, quando Tiririca afirmou estar “decepcionado com a política” e anunciou que não pretendia disputar uma nova eleição. Posteriormente, ele voltou atrás, concorreu novamente e foi reeleito em 2018 e em 2022.
Publicações e levantamentos que circulam nas redes estimam que a manutenção de seus mandatos tenha custado mais de R$ 22 milhões aos cofres públicos durante aproximadamente 15 anos. Esse cálculo pode incluir salários, benefícios, estrutura do gabinete, contratação de assessores, passagens e despesas da cota parlamentar. Entretanto, o valor deve ser apresentado como estimativa, pois a Câmara não disponibiliza uma única conta consolidada com todos os custos individuais acumulados de cada deputado desde 2011.
Os dados reacenderam o debate sobre os critérios usados pelos eleitores na escolha de seus representantes e sobre a necessidade de avaliar não apenas a popularidade dos candidatos, mas também sua produtividade, presença, posicionamentos e participação efetiva no trabalho legislativo.







