A jogadora de vôlei Tifanny Abreu se pronunciou neste domingo (16) sobre a nova política de elegibilidade adotada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições femininas organizadas pela entidade.
A nova regra, anunciada na sexta-feira (14), estabelece a realização de teste genético para o gene SRY e limita a categoria feminina, ressalvadas as exceções previstas na norma, a atletas consideradas do sexo biológico feminino. A mudança afeta diretamente Tifanny, atleta trans que defende o Osasco e atua há cerca de dez anos no voleibol feminino.
Em seu pronunciamento, Tifanny afirmou estar muito abalada com a decisão e classificou a mudança como um retrocesso. A atleta também deixou claro que pretende buscar medidas para tentar reverter ou contestar a nova política.
“Não vou me calar”, declarou a jogadora ao falar sobre a continuidade de sua luta. Tifanny defendeu ainda que a discussão não envolve apenas atletas trans, mas os direitos das mulheres no esporte.
Apesar da mudança nacional, Tifanny está liberada para disputar o Campeonato Paulista. A Federação Paulista de Voleibol informou que o torneio seguirá as regras estabelecidas antes da publicação da nova determinação da CBV.
A situação é diferente para as próximas competições nacionais organizadas pela Confederação. O Osasco manifestou apoio à jogadora e informou que seu departamento jurídico analisa a nova política e as possíveis medidas a serem adotadas.
A decisão da CBV reacendeu o debate sobre a participação de atletas trans nas categorias femininas, colocando novamente em lados opostos argumentos relacionados à inclusão e aqueles ligados à elegibilidade e à equidade competitiva no esporte.







