O governo anunciou o fim da ‘taxa das blusinhas’, zerando a alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, o que gerou alívio para muitos brasileiros. Contudo, essa isenção é provisória, com o imposto federal previsto para retornar em 1º de janeiro de 2027.
Essa movimentação acontece cinco meses antes das eleições, levantando questionamentos sobre a estratégia de comunicação. Especialistas sugerem que o governo enfatizou a suspensão da taxa, mas não o seu retorno, criando uma “janela de oportunidade” política. A suspensão foi viabilizada pela Medida Provisória 1.357/2026, válida por 120 dias e que requer aprovação do Congresso. Além disso, a reforma tributária prevê uma nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) de 9% a partir de 2027.
Luís Garcia, sócio da Tax Group, classifica a medida como uma “cortina de fumaça” para distrair da futura reintrodução de tributos. Ele critica a busca por maior arrecadação sem considerar os impactos econômicos. Enzo Baggio Losso, da Ciscato Advogados Associados, adverte que o período de “imposto zero” é apenas uma fase antes que essas compras sejam novamente tributadas. Assim, os consumidores desfrutarão de preços mais baixos durante o período eleitoral, mas enfrentarão a volta da taxação federal após 2026.







