O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura do professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa, que responde a um processo criminal por acusações de estupro, cárcere privado e violência psicológica envolvendo dez mulheres no Rio Grande do Sul. A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e revogou a prisão preventiva do réu, que estava detido desde o início de março.
Segundo as investigações, os supostos crimes teriam ocorrido entre 2013 e 2025, em diferentes episódios. O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou denúncia, que foi aceita pela Justiça de Porto Alegre, tornando o advogado réu no processo. A Polícia Civil informou que a apuração reuniu depoimentos de vítimas e testemunhas, além de perícias e outros elementos de prova.
Apesar da soltura, o STJ manteve medidas cautelares impostas ao acusado. Entre elas estão a proibição de manter contato com as supostas vítimas, de se manifestar sobre o caso nas redes sociais ou na imprensa e outras restrições já determinadas pela Justiça. O processo tramita sob segredo de Justiça, e os fundamentos detalhados da decisão não foram divulgados.
A defesa de Conrado Paulino da Rosa afirmou que a prisão preventiva era desproporcional e destacou que as medidas cautelares anteriores teriam sido integralmente cumpridas. Já a advogada que representa as denunciantes declarou que as mulheres receberam a decisão com preocupação diante da gravidade das acusações. O professor nega os crimes e afirma confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.



