E o direito das mulheres biológicas, onde fica?
A declaração da deputada federal Erika Hilton reacendeu um dos debates mais sensíveis da atualidade: o limite entre identidade de gênero e direitos de espaços exclusivos femininos. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (27), Hilton defendeu que pessoas trans devem utilizar banheiros de acordo com sua identidade de gênero e classificou as críticas como “pânico moral”.
O posicionamento veio após repercussão de um episódio envolvendo a atriz Cássia Kis, no Rio de Janeiro, e um vídeo em que a mulher trans Roberta Santana afirma ter sido confrontada ao tentar usar o banheiro feminino no BarraShopping. O caso rapidamente ganhou força nas redes, dividindo opiniões.
De um lado, defensores da pauta argumentam que impedir o acesso seria uma forma de discriminação e exclusão social. Do outro, cresce a preocupação de mulheres que questionam a ausência de limites claros e temem pela preservação de espaços considerados privados e seguros. A crítica central é direta: ao ampliar direitos de um grupo, estaria o Estado ignorando ou relativizando direitos de outro?







