A ministra do Planejamento, Simone Tebet, publicou um vídeo nas redes sociais defendendo uma discussão sobre a publicidade das apostas esportivas durante a Copa do Mundo. Na gravação, ela afirma que o torneio reúne famílias e crianças diante da televisão e que é necessário debater os impactos da exposição às propagandas de bets.
A manifestação ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre o vício em jogos, o endividamento das famílias e a presença cada vez maior das casas de apostas no esporte brasileiro. O próprio presidente Lula já declarou, em diferentes ocasiões, que vê com preocupação o avanço das bets e chegou a afirmar que, se dependesse exclusivamente de sua vontade, seria favorável ao fim desse tipo de atividade no país.
Ao mesmo tempo, críticos apontam uma aparente contradição no debate, lembrando que foi durante o atual governo que entrou em vigor a regulamentação das apostas de quota fixa, conhecida como “Lei das Bets”. A legislação sancionada por Lula estabeleceu regras para a operação das empresas, tributação e fiscalização do setor, além de atribuir ao Ministério da Fazenda a competência para regular a atividade.
Nos últimos meses, o governo também passou a adotar medidas mais rígidas contra plataformas irregulares, incluindo o bloqueio de recursos financeiros de empresas que operam fora das normas estabelecidas pela regulamentação federal.
A fala de Simone Tebet reacendeu nas redes sociais o debate sobre os limites da publicidade das apostas, a responsabilidade do poder público na regulamentação do setor e os efeitos sociais da crescente popularização das bets no país.







