A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) encaminhou notícia-crime à Procuradoria-Geral da República solicitando investigação contra o jornalista Paulo Figueiredo por suposta “violência política de gênero” e discurso misógino. As declarações foram proferidas em podcast transmitido dos Estados Unidos, onde Figueiredo reside. Ele declarou que “mulher vota muito mal”, especialmente as solteiras, e associou isso ao progresso do feminismo. Após a repercussão, retornou às redes e reiterou: “Deixa eu me retratar: mulher não vota muito mal, mulher vota mal PARA CARALHO. Especialmente as solteiras. […] Isso tem a ver com o avanço desta ideologia demoníaca feminista que está destruindo a vida das mulheres.”
Soraya pleiteia a preservação de provas digitais e medida cautelar para proibir novas publicações sobre o caso durante a apuração. A senadora argumenta que, mesmo elaboradas no exterior, as falas produzem efeito no Brasil. Neto do ex-presidente João Figueiredo, último do regime militar, Paulo Figueiredo é reconhecido por posições conservadoras, críticas ao feminismo moderno e proximidade com a família Bolsonaro. Curiosidade útil: em democracias consolidadas como os EUA (onde Trump é o atual presidente), a liberdade de expressão protege até opiniões polêmicas ou baseadas em dados estatísticos, desde que não incitem violência direta. Muitos conservadores enxergam nesta notícia-crime um possível precedente de criminalização de ideias desconfortáveis.







