Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e atual governador interino do estado, vem promovendo uma ampla reestruturação da máquina pública desde que assumiu o Palácio Guanabara. Em pouco mais de dois meses de gestão, milhares de cargos comissionados foram extintos ou tiveram seus ocupantes exonerados, atingindo principalmente áreas que ganharam influência durante a administração anterior.
Segundo reportagens sobre a gestão interina, mais de 3 mil exonerações já foram realizadas. A medida faz parte de um processo de revisão administrativa que inclui auditorias em contratos públicos, cortes de despesas e reavaliação da estrutura do governo estadual.
A atuação de Couto tem chamado atenção por adotar medidas de contenção de gastos sem anunciar aumento de impostos. O governador interino afirma que o objetivo é reduzir desperdícios, aumentar a eficiência da administração pública e reorganizar setores considerados inchados.
As exonerações atingem principalmente cargos de livre nomeação, ocupados sem concurso público. A iniciativa tem recebido elogios de defensores de uma máquina pública mais enxuta, enquanto críticos alertam para possíveis impactos no funcionamento de órgãos e secretarias estaduais.
A gestão interina também intensificou a fiscalização de contratos e despesas do governo, buscando identificar irregularidades e oportunidades de economia para os cofres públicos. O movimento transformou Ricardo Couto em um dos nomes mais comentados da política fluminense nos últimos meses, especialmente por sua postura de independência em relação aos grupos políticos tradicionais do estado.







